Data:

26-01-2012


Elenco:

Guta Stresser e Tárik Puggina


Local:

Teatro Deodoro


Texto:

Ivan Sugahara


Sinopse:

Temporada: 28 e 29 de janeiro


Com texto de Flávio Braga e direção de Ivan Sugahara, espetáculo sucesso de público e de crítica faz turnê pelo Brasil

 

A peça, baseada na literatura do Marquês de Sade “Os 120 dias de Sodoma” (“Les 120 journées de Sodome”, escrita no século XVIII), chega a
Alagoas a partir de janeiro, para apresentações em Arapiraca, nos dias 26 e 27 no Teatro SESI, e em Maceió, nos dias 28 e 29 no Teatro Deodoro.

 

Sucesso de público e de crítica em cidades como Brasília, Rio de Janeiro, Recife, Angra dos Reis e Salvador, o espetáculo “Sade em Sodoma” tem texto de Flávio Braga e direção de Ivan Sugahara.

 

Em cena, o soldado Mathieu (Tárik Puggina)  é contratado como guarda-costas de um nobre. Ele narra ao marquês os acontecimentos dos últimos quatro meses. A descrição dos desregramentos ali ocorridos envolve antigas cafetinas, que auxiliaram na criação dos climas de cada um dos 120 dias. O zeloso criado sugere que ele ouça também uma das cafetinas, Madame Duclos (Guta Stresser).

 

O texto é direcionado ao Marquês de Sade, para quem as duas personagens Mathieu e Madame Duclos narrem a história. “A montagem é extremamente elegante, requintada e com tudo que o texto imprime: selvageria, prazer através do sexo, crime, violência e escatologia que representa através da comida. A construção dramática da orgia vem pela comida", antecipa o diretor.

 

Autor do texto original de "Sade em Sodoma" (de 2008), Flávio Braga afirma que o marquês de Sade é tão atual quanto os massacres que, regularmente, são praticados em pontos obscuros do planeta, e completa: "A matéria prima de Sade são as vísceras da tragédia humana, quando o campo de batalha é o corpo. Seja o corpo étnico, seja o corpo amado, seja o corpo do inimigo. Os conflitos de todas as nacionalidades terminam na questão central, que é o corpo. Sade antecipou, em seu "120 dias de Sodoma", tanto Treblinka quanto Kosovo, tanto Stálin quanto Bush e Putin. Os personagens de Sade defendem a natureza do mal. Sem desculpas étnicas como os nazistas, sem a defesa de dogmas, como a Santa Inquisição e sem a desculpa ideológica, como os genocidas da atualidade. Simone de Beauvoir perguntou: devemos queimar Sade?".

 

O ator Tárik Puggina foi quem teve a ideia de levar a novela para os palcos: "Assim que comecei a ler a novela do Flávio Braga, percebi que eu tinha em minhas mãos uma obra de rara qualidade. E que, muito embora não tenha sido escrita para os palcos, projetava imagens lindas em minha mente, como se teatro fosse. Imagens fortes, de grande beleza, que na sua crueza, como é a vida, ecoavam e pediam para serem libertas."

 

A atriz Guta Stresser surgiu naturalmente no projeto. Quando Tárik viu, lá estava ela saindo da televisão e mergulhando nessa empreitada. "O que mais me interessou foi a personagem Madame Duclos, dona de um bordel, muito diferente das que eu costumo fazer na TV. O desafio é tornar uma história agressiva e perturbadora, chegando ao público com humor e menos violência. Transformar uma orgia grotesca em um jantar elegante", diz a atriz.

 

O passo seguinte foi convidar o diretor Gerald Thomas que aceitou ministrar um workshop para os atores. Malas prontas, Guta e Tárik partiram para Londres onde ficaram mergulhados na "oficina sodômica". Por fim, já no Brasil, foi a vez do diretor Ivan Sugahara assumir a encenação e a dramaturgia.






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