
10-10-2009
Marcelo Faria, Fernanda Paes Leme, Duda Ribeiro e grande elenco.
Teatro Marista
Jorge Amado
Temporada: 10 e 11 de outubro
Em cartaz desde outubro de 2007, tendo sido vista por mais de 200.000 pessoas e se apresentado em mais de 30 cidades em todo Brasil, a obra 'Dona Flor e Seus Dois Maridos' - considerada um dos clássicos da literatura brasileira que conquistou o público no cinema e na TV – inicia sua nova turnê em 2009. Pedro Vasconcelos e Marcelo Faria assinam juntos a adaptação para os palcos, mantendo-se fiéis à história original do escritor baiano Jorge Amado. Para contar essa história de sucesso o diretor Pedro Vasconcelos escalou inicialmente Carol Castro – no papel de Florípedes – que agora foi substituída por Fernanda Paes Leme, Marcelo Faria – como Vadinho - e Duda Ribeiro – como Theodoro -, além de mais 13 atores. A história acontece na Bahia de Amado, ambientada nos anos 40, com muita música, dança, comida e festa. Enquanto Vadinho é devasso, imoral e irreverente, Dr. Theodoro Madureira é metódico e controlado. Mesmo com características tão antagônicas os dois se encantam com a professora de culinária, Flor, que vive intensamente cada amor a seu tempo. O espetáculo começa com a morte de Vadinho, por excesso de folia, em pleno sábado de Carnaval, vestido de baiana. Em seu velório os amigos relembram as faras, os jogos e as amantes do falecido. Através de um flashback, o público tem a oportunidade de vivenciar o primeiro encontro de Flor e Vadinho. A partir daí, os dois começam o namoro com a benção de Dona Rosilda, mãe de Flor, que acredita estar unindo a filha ao sobrinho de um importante político. Quando Dona Rosilda descobre a verdadeira identidade do genro, Flor sai de casa com Vadinho e é surpreendida por sua real personalidade, um marido que gosta de aproveitar a vida ao máximo e gasta dinheiro com jogo e mulheres. Durante sua viuvez, Flor sente saudades do marido e de suas imperfeições. Ainda fechada para um novo amor, Flor se depara com os encantos do farmacêutico Theodoro Madureira, respeitado solteirão que lhe propõe casamento. Theodoro é diferente do falecido em tudo. Fiel, regular no sexo e inteligente, seu segundo marido lhe completa com a paz e a tranqüilidade do matrimônio. Após a festa de aniversário de um ano de casamento e a mesma rotina de todos os dias, Flor vê Vadinho em sua cama, que retorna invisível a todos, menos à sua amada. A partir daí, Flor sente-se dividida entre ele e seu atual esposo. Vadinho brinca com a morte, manipulando as mesas de jogo, zombando e favorecendo velhos amigos. Em seu dilema entre a surpreendente vida com Vadinho e a metódica rotina com Theodoro, Flor passa a viver uma vida conjugal com os dois. Tempos depois, Vadinho começa a desaparecer e Flor se dá conta de que ela mesma havia lhe encomendado um feitiço para que ele partisse para sempre. O feitiço provoca uma briga entre os deuses, mas Exu não consegue permitir que Vadinho continue com Flor. Ao final, somos surpreendidos com Flor andando feliz ao lado de Theodoro e Vadinho pelas ruas de Salvador. O cenário - que remete ao Pelourinho - e os figurinos impecáveis são de Ronald Teixeira. A direção musical é de Bruno Marques e tem trilha sonora composta somente por obras de Dorival Caymmi. Para o ator Marcelo Faria, a peça 'Dona Flor e Seus Dois Maridos' apresenta uma releitura diferente do filme de Bruno Barreto e da minissérie apresentada na televisão, mas sem perder a essência do romance de Jorge Amado.
Dona Flor vive um triângulo amoroso onde ela encontra o ideal do homem em dois maridos: “um oferece a sensualidade, já o outro é amável e fiel. Sempre quis montar este texto. Li o livro há muito tempo e me apaixonei pelo Vadinho”. Se com Carol Castro tínhamos uma Flor mais menina, com Fernanda Paes Leme a personagem central ganha uma sensualidade tingida com cores mais fortes. Fernanda trabalha bem a menina na primeira fase mas num segundo momento deixa desabrochar uma Flor mais sensual e transbordante. A peça é um marco na carreira das duas atrizes. O diretor Pedro Vasconcelos explica que a adaptação foi fiel ao livro de Jorge Amado de onde foram tirados os principais momentos do espetáculo. Os atores tiveram aula de dança, prosódia, culinária, preparação psicológica, expressão corporal,canto e voz,cultura baiana, entre outras. Passada em clima anos 40, a peça com uma hora e 50 minutos de duração fez a sua estréia nacional no dia 15 de fevereiro de 2008, no Teatro das Artes, no Shopping da Gávea.

