
13-09-2003
Kayky Brito, Sthefany Brito, Jô Santana, Gabriel Mendonça e Dhu Moraes
Teatro Deodoro
Evaldo Mocarzel
Temporada: 13 e 14 de setembro
Texto inédito de Evaldo Mocarzel, o espetáculo infantil É O BICHO! A ORDEM NATURAL DAS COISAS. A conscientização ecológica e o ciclo da vida são temas abordados na peça, que tem direção de Rosi Campos e Claudia Borioni. O elenco reúne os atores Gustavo Haddad, Rachel Ripani, Jô Santana, Gabriel Mendonça e Iléa Ferraz. A montagem tem cenário de J.C Serroni, figurinos e adereços de Sônia Ushiyama, composição musical de RosyPadron, iluminação de Marcos Carrera e produção geral de Jô Santana. Em É O BICHO! A ORDEM NATURAL DAS COISAS, Pedrinho, que é filho de um guarda florestal, vive uma emocionante aventura na floresta. Ao lado dos personagens Mosquito medroso, Sapo esperto, Cobra preguiçosa e Mãe Natureza, Pedrinho vai enfrentar situações de medo, alegria e surpresa. De forma lúdica, a peça apresenta às crianças noções sobre as leis que regem a natureza, a cadeia alimentar, as regras de sobrevivência e, sobretudo, a realidade da morte como parte de um processo vital. O texto foi desenvolvido no núcleo de dramaturgia do CPT – Centro de Pesquisas Teatrais do SESC, do qual o autor Evaldo Mocarzel faz parte. “A idéia da peça surgiu após a minha filha de seis anos ter me questionado sobre a morte.
Como não sabia o que responder, resolvi escrever um texto que abordasse esse tema tão delicado. Situar a história em um contexto ecológico, que acontece dentro da floresta, apresentando a morte como parte do ciclo da vida na natureza, foi a maneira que encontrei para tratar o assunto como um processo natural”, afirma o autor. A peça fala ainda do medo da transformação e da renovação, e também aborda questões como diferença, preconceito e discriminação. “A intenção é deixar que as crianças trabalhem os seus próprios medos, ajudando-as a resolve-los”, completa. “Sem o caráter maniqueísta, comum na maioria das histórias infantis, com seus heróis e vilões, a peça apresenta personagens que são bons e maus ao mesmo tempo, representando a própria dualidade do ser humano”, finaliza Evaldo. A consciência ecológica também é abordada no espetáculo, que tem como cenário uma floresta mostrada em toda sua exuberância vital, com personagens e ecossistema em pleno funcionamento.

